Galeria Riesch
Galeria Riesch: Herança, Arte e Memória
Roman Riesch, alemão de origem, chegou à cidade em 1938 trazendo consigo uma bagagem artística rara: cenógrafo, roteirista, diretor, produtor e artista visual. Ao lado da esposa Ilse, cuja força empreendedora e visão estratégica foram fundamentais, construiu um legado que ecoa até hoje.
A trupe que comandava — Riesch Bühne — percorreu cidades de toda a América do Sul, levando o teatro popular de língua alemã para comunidades que se reconheciam naquela identidade cultural. Sua obra unia autenticidade, itinerância e um olhar cosmopolita, mas sempre fiel às raízes.
A identidade visual da Galeria
Ao criar a identidade visual da Galeria Riesch, buscamos refletir essa herança com sofisticação e respeito à história. A inspiração principal vem do Art Nouveau, movimento artístico que dialoga com as linhas e detalhes arquitetônicos da própria Casa das Artes Regina Simonis, com seus arcos, arabescos em ferro e ornamentos florais.
A tipografia segue a elegância geométrica do estilo Mackintosh, mesclada com fontes serifadas inspiradas nos cartazes teatrais antigos, equilibrando tradição e modernidade. Elementos gráficos como máscaras teatrais, ornamentos florais e portais arredondados traduzem o espírito do palco e a atmosfera da trupe.
A paleta de cores preserva referências da herança visual da Riesch Bühne de 1972 — vermelho queimado, verde oliva, azul claro e amarelo envelhecido — adicionando texturas de papel antigo, ferro brunido e vitrais, para transmitir a sensação de memória viva.
Produzido por: Go Coelhos
Um espaço de arte e memória
A Galeria Riesch ocupa hoje o espaço anexo à Casa das Artes, antes usado como garagem. Transformado em ambiente de divulgação e vivência cultural, o local é mais do que uma homenagem: é um convite para que novas gerações conheçam, celebrem e deem continuidade à história de um artista que fez de Santa Cruz do Sul seu palco definitivo.
Com cada curva, cor e detalhe gráfico, a identidade visual da Galeria busca manter vivo o espírito de trupe, a autenticidade artística e a ligação entre herança e contemporaneidade — celebrando não só Roman Riesch, mas também o papel de Ilse e de todos que ajudaram a escrever essa história.





















